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Crescimento do setor de serviços: o facilities como válvula de escape!

  • Foto do escritor: Caio Barros
    Caio Barros
  • 8 de jan.
  • 5 min de leitura

O setor de serviços fechou o mês de dezembro em ritmo de crescimento, confirmando a resiliência do segmento mesmo em um cenário econômico ainda marcado por cautela.


Indicadores internacionais e projeções para o Brasil apontam que a atividade de serviços segue como um dos principais motores da economia, influenciando diretamente a rotina operacional de empresas de médio e grande porte.


Cumprimento de mão entre empresário e prestador de serviços
Diante do avanço do setor de serviços, gestores e profissionais responsáveis por compras e contratos tendem a revisar suas estruturas com mais atenção.  - Imagem Freepik

Mais do que um dado positivo, esse avanço funciona como um sinal de alerta para gestores e compradores.

Assim como uma operação industrial precisa ajustar sua linha de produção quando a demanda aumenta, empresas intensivas em serviços passam a sentir primeiro a pressão sobre pessoas, estruturas físicas e serviços de apoio.


Limpeza, manutenção, controle de acesso e suporte operacional deixam de ser coadjuvantes e passam a ser determinantes para sustentar o crescimento.



Indicadores confirmam o crescimento do setor de serviços


Dados divulgados pelo Institute for Supply Management (ISM)¹ mostram que o setor de serviços nos Estados Unidos encerrou dezembro com PMI² de 54,4, indicador que sinaliza expansão da atividade.


Para efeito de comparação, leituras acima de 50 indicam crescimento, enquanto valores abaixo desse patamar apontam retração.


Além disso:


  • O índice de novos pedidos atingiu 57,9, indicando aumento consistente da demanda

  • O indicador de atividade de negócios chegou a 56, um dos níveis mais altos do ano

  • O índice de emprego voltou ao campo de expansão após meses de desaceleração


Esse movimento ajuda a ilustrar o que acontece dentro das empresas: mais contratos, mais circulação de pessoas, mais utilização dos espaços físicos. Em ambientes corporativos, hospitais ou centros logísticos, isso se traduz em maior desgaste das instalações, maior necessidade de equipes de apoio e maior complexidade na gestão da mão de obra operacional.


Movimentos semelhantes foram observados em outras economias relevantes. Países como Alemanha, Índia e China também registraram indicadores de serviços acima da linha de crescimento no mesmo período, reforçando que a expansão do setor não é pontual, mas parte de uma tendência global.







Projeções reforçam o protagonismo do setor de serviços no Brasil


No Brasil, projeções divulgadas por entidades econômicas indicam que o setor de serviços deve continuar exercendo papel central no crescimento do PIB ao longo de 2026, com desempenho superior ao de outros segmentos da economia.


Esse cenário impacta diretamente empresas que dependem de serviços intensivos em mão de obra e infraestrutura, como indústrias, centros logísticos, hospitais, condomínios corporativos, redes varejistas e grandes escritórios. Em muitos desses ambientes, a operação cresce mais rápido do que a capacidade interna de absorver novas demandas, especialmente nas áreas de facilities e serviços terceirizados.



Crescimento da demanda amplia a pressão sobre a operação


À medida que a atividade de serviços se intensifica, empresas passam a lidar com uso mais intenso de seus ambientes e equipes. O aumento de fluxo, a ampliação de turnos e a maior circulação de pessoas elevam significativamente a complexidade da gestão operacional.


Na prática, áreas como limpeza profissional, manutenção predial, controle de acesso, recepção e serviços gerais tornam-se ainda mais críticas para o funcionamento do negócio.


Quando essas frentes não acompanham o ritmo da demanda, surgem gargalos que afetam produtividade, custos e até a percepção de qualidade por parte de clientes e colaboradores.


É comum, por exemplo, que um prédio corporativo que antes operava confortavelmente passe a registrar falhas recorrentes em manutenção ou sobrecarga nas equipes de limpeza quando o volume de pessoas cresce sem ajuste proporcional da operação.







Gargalos operacionais tendem a aparecer em ciclos de expansão


Especialistas em gestão observam que períodos de crescimento costumam expor fragilidades antes pouco perceptíveis. Entre os pontos mais recorrentes estão:


  • Sobrecarga de equipes internas, com impacto direto no desempenho e no absenteísmo

  • Processos pouco padronizados, dificultando controle e previsibilidade operacional

  • Aumento de custos indiretos, como horas extras, retrabalho e correções emergenciais

  • Elevação do risco trabalhista, especialmente em contratações rápidas e pouco estruturadas

  • Gestores desviando tempo e foco estratégico para resolver questões operacionais


Esses gargalos nem sempre aparecem imediatamente nos indicadores financeiros, mas costumam se manifestar no dia a dia da operação. Em facilities, isso pode significar desde falhas na rotina de limpeza até atrasos em manutenções críticas, comprometendo a sustentabilidade do crescimento ao longo do tempo.



Facilities ganham papel estratégico em um cenário de expansão


Com o setor de serviços em alta, a gestão de facilities passa a ocupar posição estratégica dentro das organizações. A eficiência dos ambientes, das equipes de apoio e dos serviços terceirizados torna-se determinante para manter a operação funcionando de forma estável e previsível.


Modelos estruturados de facilities contribuem para, além de maior previsibilidade de custos operacionais, padronização de rotinas e processos, redução de falhas, improvisos e interrupções e melhoria da experiência de colaboradores, clientes e visitantes


Nesse contexto, a operação de apoio deixa de ser apenas suporte e passa a atuar como uma verdadeira válvula de escape para o crescimento, absorvendo a pressão da demanda sem comprometer a estrutura principal do negócio.







Pontos de atenção para gestores e compradores


Diante do avanço do setor de serviços, gestores e profissionais responsáveis por compras e contratos tendem a revisar suas estruturas com mais atenção. Algumas perguntas se tornam centrais neste momento:


  • A operação atual suporta aumento de demanda sem perda de qualidade?

  • Existe flexibilidade para ajustar equipes e escopos conforme a necessidade?

  • Há indicadores claros para acompanhar desempenho, custos e produtividade?

  • Quanto tempo da liderança está sendo consumido por questões operacionais?


Responder a essas questões ajuda a identificar se a empresa está preparada para sustentar o crescimento de forma organizada, especialmente em áreas onde a terceirização de mão de obra e os serviços de facilities têm impacto direto no desempenho diário.


Crescimento dos serviços traz oportunidades e desafios para a gestão


O desempenho positivo do setor de serviços em dezembro reforça expectativas de continuidade da expansão econômica, mas também evidencia desafios operacionais importantes para empresas de médio e grande porte. Crescer exige mais do que aumento de demanda: requer ambientes funcionais, equipes bem dimensionadas e uma gestão de facilities capaz de acompanhar esse novo ritmo.


Em um cenário de expansão, a forma como a operação é estruturada passa a ser um diferencial competitivo silencioso, aquele que não aparece imediatamente nos números, mas sustenta o crescimento no longo prazo.


Para gestores e compradores, o cenário atual representa uma oportunidade de avaliar a maturidade operacional da empresa e antecipar ajustes que contribuam para eficiência, previsibilidade e segurança em um ambiente de mercado cada vez mais dinâmico.


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Glossário

  1. Maior e mais antiga organização profissional sem fins lucrativos do mundo para gestão de suprimentos

  2. Purchasing Managers' Index (Índice de Gerentes de Compras)- indicador econômico que mede a saúde dos setores de indústrias e serviços



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