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O Tribunal Superior do Trabalho validou indenizações a porteiros dispensados em razão da adoção de portarias virtuais

  • Foto do escritor: Caio Barros
    Caio Barros
  • 8 de dez. de 2025
  • 4 min de leitura

A recente decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que validou indenizações a porteiros dispensados em razão da adoção de portarias virtuais, reacende um debate fundamental sobre segurança predial, responsabilidade social e eficiência operacional.


Porteiro negro trabalhando em uma central de portaria virtual
 Indenizações, passivos trabalhistas, falhas técnicas, atendimento impessoal e desconfiança dos moradores são contrapartidas reais da “modernização” - Imagem Freepik


A contratação de mão de obra terceirizada para portaria humana — surge como a alternativa mais equilibrada e eficiente para condomínios e empresas.





O que decidiu o TST — e por que isso interessa a gestores e condomínios


A corte manteve a validade de uma cláusula coletiva que exige indenização automática quando um condomínio substitui a portaria presencial por sistema remoto/virtual, com pagamento equivalente a dez pisos salariais da categoria para cada porteiro dispensado.


Para a maioria dos ministros, a norma busca “compatibilizar o avanço tecnológico com a valorização social do trabalho”, preservando a dignidade e os direitos dos trabalhadores diante da automação.


Ou seja: o TST reconheceu que a adoção da “portaria virtual” implica custo social e humano — e impôs uma forma de compensar esse impacto.


Essa decisão reforça que a substituição indiscriminada de porteiros presenciais por tecnologia pode gerar passivo trabalhista e risco legal — elementos que os síndicos e administradoras de condomínios residenciais ou empresariais devem considerar seriamente.





Limitações e riscos da portaria virtual: por que a tecnologia nem sempre compensa


Embora a portaria virtual prometa economia e praticidade, há várias fragilidades estruturais e operacionais que nem sempre são expostas na propaganda:


  • Vulnerabilidades técnicas: sistemas dependem de energia elétrica, internet e manutenção contínua; falhas — como queda de energia ou instabilidade de conexão — podem deixar o condomínio vulnerável.


  • Custo elevado de implementação: para viabilizar a operação, é necessário investimento significativo em câmeras, sensores, fechaduras automáticas, infraestrutura de rede e reúso, o que pode ser impeditivo em muitos casos.


  • Limitações operacionais em condomínios complexos: em prédios com múltiplas torres, elevado fluxo de pessoas, de visitantes e entregadores, o sistema remoto tende a se mostrar ineficiente. Falta o “fator humano” para lidar com imprevistos, entregas, conflitos, exigências dos condôminos, emergências etc.


  • Despersonalização e fragilidade no atendimento: visitantes com dificuldades, entregas atípicas, prestadores de serviço, idosos ou pessoas com necessidades específicas exigem atenção humana — algo que câmeras e sensores não conseguem replicar com confiança.


  • Riscos regulatórios e trabalhistas: como evidenciado pela decisão do TST, a migração indiscriminada para portaria virtual pode gerar passivos de indenização, especialmente em contextos de demissões em massa.





Por que terceirização de portaria humana é o caminho mais equilibrado


Para condomínios e empresas que buscam segurança, eficiência e responsabilidade social, a terceirização da portaria humana continua sendo a opção mais sensata. Eis os motivos:


Flexibilidade e profissionalização

Ao contratar uma empresa especializada, o condomínio transfere os encargos trabalhistas, riscos de rotatividade e obrigações legais a quem domina gestão de pessoal. Muitas vezes, isso resulta em economia operacional e maior previsibilidade de custos.


Segurança real e imediata

Porteiros terceirizados estão preparados para lidar com situações dinâmicas — visitantes inesperados, entregas, conflitos, emergências — garantindo presença física, resposta imediata e adaptabilidade. A tecnologia, por si só, não substitui esse fator humano essencial.


Respeito à dignidade do trabalho e ao patrimônio humano

A decisão do TST reforça que substituir mão de obra por automação sem critérios justos implica custo social e moral. A terceirização consciente reconhece e valoriza o trabalho humano, evitando demissões abruptas e passivos trabalhistas.


Custo-benefício real e previsível

Ao analisar todos os fatores — segurança, manutenção, risco legal, atendimento de moradores, rotina de entregas — a terceirização frequentemente se mostra mais vantajosa que o investimento em tecnologia, que muitas vezes esconde custos ocultos de infraestrutura e manutenção contínua.


Para quem busca qualidade e responsabilidade na gestão de portaria, a terceirização com empresa especializada, une o melhor dos dois mundos: compromisso com a segurança e com as pessoas.





Tecnologia não é sinônimo de solução — o valor humano ainda faz a diferença


A recente decisão do TST valida algo que muitos gestores de facilities já sabem na prática: a substituição da portaria presencial por sistemas virtuais não elimina riscos — apenas os desloca. Indenizações, passivos trabalhistas, falhas técnicas, atendimento impessoal e desconfiança dos moradores são contrapartidas reais da “modernização”.


Por isso, para condomínios e empresas que buscam eficiência sem abrir mão da segurança, da responsabilidade social e da qualidade do serviço, a terceirização de portaria humana demonstra ser a alternativa mais sensata e sustentável.


E se você quer contar com uma empresa para terceirização de mão de obra experiente, capaz de fornecer as melhores opções de serviços para o seu condomínio ou sua empresa, conheça agora as soluções da Combine Serviços.



Fonte de referência: secom@tst.jus.br



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